Quando o amanhã perde o volante
Larissa trava na fila da padaria com três boletos quase vencendo acesos no celular. Do lado de fora, passarinhos bicam migalhas na calçada enquanto o medo tenta convencer seu peito de que o saldo decide tudo
Larissa travou na fila da padaria com a app do banco aberta e três boletos quase vencendo na tela. Em 2026, o cálculo era sempre o mesmo: aluguel, mercado, internet, remédio, e um peito apertado tentando fazer o amanhã caber no saldo de hoje. Ela ficou presa ao brilho do celular como se dali pudesse sair alguma segurança. Do lado de fora, passarinhos bicavam migalhas na calçada e a vida seguia. Jesus pediu um café, reparou nela e falou sem drama: ansiedade não paga conta nem aumenta o dia. Se o medo nunca trouxe pão para hoje, por que deixar que ele mande no amanhã? Então ele apontou para a rua e deixou a lição clara: primeiro vem confiar em Deus e viver do jeito certo; o resto não precisa mandar no coração. Larissa saiu com os mesmos boletos, o mesmo saldo e o mesmo bairro barulhento. Mas algo tinha mudado de lugar. O amanhã já não dirigia o peito dela.
#jesus